sexta-feira, 5 de maio de 2017

Tips&Tricks por Delson Neto - Repertório Literário

Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?
Espero que a semana tenha sido boa! Preparados para o nosso encontro desta sexta-feira?





Durante as nossas primeiras experiências literárias – lá quando éramos crianças, creio que a maioria a partir dos 6 ou 7 anos, salvo os coleguinhas superdotados – o hábito da leitura pode ser marcante: tanto pelo bem, quanto pelo mal. Veja, eu, hoje em dia escritor declarado e apaixonado, odiava ler. Sim, eu via aquilo como obrigação. Com 6 anos ganhei os dois primeiros volumes de Harry Potter de aniversário e minha mãe insistiu para que eu lesse. O primeiro foi até certo ponto, mas jamais cheguei no segundo, não até completar oito anos – uma idade decisiva, me tornei leitor e um escritor mirim! Antes eu tinha lá minha pequena biblioteca com Coleção Vaga-Lume (quem lembra?), alguns títulos do Pedro Bandeira e afins, mas foi com a literatura fantástica que eu adentrei oficialmente o mundo da escrita e das prateleiras. Virei rato de biblioteca, e diferente dos outros meninos, ao invés de brincar de futebol eu era pego lendo a tarde toda.





Perceberam que foi a fantasia que me inseriu no universo literário? Pois então, por anos foi assim. Basicamente era só o que eu lia, intercalando ali entre uma distopia e outra, as leituras clássicas do ensino médio e assim por diante. Aos 12 anos, li A Divina Comédia, Odisseia e outras obras endeusadas da literatura mundial – ainda que com suas palavras rebuscadas e histórias perfeitamente estruturadas, todas possuíam aquele toque de elementos fantásticos. E estava criado meu repertório de leitura – só que eu cresci, e houve necessidade de mudança.





Não, não estou dizendo aqui eu fantasia é um gênero para crianças. Fantasia é o gênero mais abrangente que existe dentro da literatura. Não há preconceitos de público, a fantasia é direcionada para aqueles que querem refletir sobre a própria realidade em uma dimensão paralela, ela é filosófica, e abstratamente tátil. A necessidade de mudança ocorreu não devido a minha paixão e devoção à literatura fantástica, ela surgiu como uma conveniência para aprimorar as minhas habilidades de escrita e, acima de tudo, de leitura de mundo. Por que não pegar um livro diferente para ler? Medo de não gostar? “Não faz meu estilo”? Bobagem! Essas são desculpas que inventamos a nós mesmos, quando, na realidade, lemos até rótulo de shampoo no banho (e atire a primeira pedra quem nunca o fez!)





Dar a chance para o novo é uma forma de reconstruir a si mesmo. Você descobre cantinhos da própria mente ao entrar em contato com experiências diferentes. Foi desse jeito que descobri obras maravilhosas: romances históricos, dramas, chic-lits, terror, ação. Vivemos por tão pouco tempo, é necessário ler tudo que está a nossa volta para entender melhor o que move cada um, o que faz cada um ter vontade de desabafar em linhas sobre o papel.



Da perspectiva externa, é interessante pensar em como as pessoas nos enxergam entre as ruas, ônibus, metrô, ou onde quer que você esteja com um livro ou um kindle e celular em mãos, com os olhos vidrados na tela e nas páginas amareladas. Eu sou do tipo que fica intrigado com que obra meus companheiros de trânsito estão lendo, às vezes até curvo a cabeça pra entender melhor o título na capa do livro, ou dou uma fitada por cima dos ombros para ler um trecho. Automaticamente faço meu julgamento de personalidade, analiso a roupa da pessoa, como ela está… E me dou conta que livro definitivamente não define o caráter do outro, ou seus gostos pessoais, pois o amor pela leitura é intangível – se a pessoa tem um livro erótico em mãos, isso não quer dizer nada a respeito do que ela gosta na cama, ou afins, só significa que ela está contente com sua válvula de escape momentânea. Mas só aprendemos essas coisas sentindo na pele os olhares curiosos, e absorvendo-os da melhor maneira possível.




Que cada vez mais possamos ampliar nossa fome literária, é hora de quebrarmos muralhas e desculpas para nos aventurarmos em novas fronteiras. Bom apetite a todos!


CHECKLIST JBC


Mês de Maio chegou cheio de novidades na Editora JBC – a maior editora de mangás do Brasil, e parceira aqui da coluna TIPS&TRICKS. Confiram a checkist e vejam o que falta na sua coleção para ela ficar ainda mais bonita e completa!









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