sexta-feira, 26 de maio de 2017

Tips&Tricks por Delson Neto - Minha (INFINITA) Lista de Leituras



Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?


Nessa sexta-feira aqui na TIPS&TRICKS trouxe um toque mais pessoal e descontraído – dar uma pausa nas reflexões às vezes é bom, caso contrário, minha cabeça frita e a de vocês também :P

Bem, hoje pensei em mostrar um pouco do que anda correndo pelas minhas prateleiras e no Kindle. Tem livros, tem revistas, tem mangá. E tem MUITA leitura ainda pra ser feita, haja tempo para conseguir conciliar tudo.

Vocês também têm essa sensação de que são muitas histórias boas para ler e pouquíssimo tempo para absorver tudo? Eu sempre costumo dar uma pausa entre o que li e a próxima leitura a ser escolhida, principalmente quando passo por alguns estilos diferentes. Como escritor, acho importante ter essa distinção de estilos nas leituras recorrentes, pois me enriquece muito na escrita, principalmente se as obras acabam sendo pertinentes no meu processo criativo. Nos últimos dois meses li bastante coisa “fora da casinha”, bem longe da minha zona de conforto, mas agora estou voltando à minha essência para capturar algumas coisas ali e outras aqui. Vamos lá ver o que se esconde nessa lista infinita?



 

Partindo do gênero que mais gosto de ler: fantasia! Temos aqui alguns. Vários eu comprei no ano passado, mas acabei priorizando outras coisas que me pareceram mais interessantes no momento. Tem fantasia clássica – como a excelente série Trono de Vidro, em que li o quarto volume e o spin-off no início do ano. A editora dividiu o quinto volume em dois tomos (o que eu, como boa parte dos fãs também, odiei), “Império de Tempestades” promete trazer grandes reviravoltas na histórias, pois agora Aelin ultrapassou algumas barreiras e arcos da história se cruzaram. Confesso que estou me controlando para não devorar os dois em um final de semana só, pois vou morrer de ansiedade para o sexto e último!







Migrando para uma fantasia urbana, estou com Dama da Meia-Noite, o primeiro de Artifícios das Trevas, a nova trilogia da Cassandra Clare (que amo de paixão!) e o spin-off As Crônicas de Bane, este eu já iniciei a leitura, mas ainda não fluiu. A escrita da Cassie e o universo que ela criou são coisas de que gosto muito, porém, sabe quando você lê tantas coisas seguidas do mesmo autor e fica super cansado da estrutura narrativa? Por isso dei um espaço entre os livros dela agora, mas pretendo ler logo para alcançar os dois novos lançamentos. Até porque, dizem por aí, Artifícios das Trevas é tão bom quanto Peças Infernais.






No ano passado eu li o primeiro volume do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares e, apesar de o livro ter lá sua lentidão, amei muito a originalidade da história e a produção muito bem pensada que intercala as fotos aos fatos narrados. Costumo ter dificuldade às vezes com leitura em primeira pessoa, mas esta fluiu tão bem e o personagem principal é tão complexo que foi impossível largar. Agora em março comprei as continuações e a edição em capa dura do primeiro, pretendo reler e retomar a trilogia. Fala sério, que livros maravilhosos, né?





E tem esses três que eu sempre namorei nas livrarias e enfim pretendo lê-los: Garota Exemplar, O Nome do Vento e Battle Royale. São bem diferentes entre si, mas livros bem grandinhos e que dão aquela coceirinha na mão para virar as páginas loucamente. Muita gente me recomendou cada um deles, então estou bem ansioso para essas leituras.





Ainda na parte dos livros, tenho no Kindle um repertório de leitura imenso de livros nacionais. Atualmente estou encerrando minha leitura do ótimo Nostalgia da Nana Less – que logo vai rolar uma resenha aqui, junto com um papo sobre steampunk ;) – e pretendo seguir com a continuação d'As Crônicas de Onyx, do Elton Moraes, terminar Ignácio e Annabella da minha leitora querida Nathalia Cacilie e mais alguns que estão na biblioteca! Sério, tem muito nacional que só me enche de orgulho da nossa literatura <3






Para encerrar: comecei ontem a minha leitura da Super Interessante desse mês. A gente tem a assinatura dela aqui em casa, o incrível é que quase sempre surgem assuntos que intercalam com algo do meu processo criativo. Desta vez, o assunto sobre os mistérios do cérebro tem tudo a ver com meu livro Shura!




Além dela, tô cheio de mangás e HQs que comprei e recebi, mas tem sido tenso de achar um espacinho no dia para preenchê-lo com a devida atenção. Porém, logo vem resenha aqui no blog para Dragon's Dogma Progress, que recebi ontem em parceria com a Editora JBC e o primeiro volume de Knights of Sidonia.
Como podem ver, tudo isso aí em cima ainda tô patinando pra ler. Os de Pokémon comprei conforme eles saíram bimestralmente nas banquinhas, porém, faltam 3 volumes para terminar a leitura antes de sair as continuações de Yellow. Bestiarius está no terceiro volume – ainda não sabemos se o 4º já está traduzido – e tô bem ansioso, pois a arte é maravilhosa, mas é um mangá que toma tempo para admirar o traço. Ainda por aqui temos o Dragon's Dogma Progress que parece ser uma leitura bem rápida e na mesma linha de fantasia medieval.





Já nas HQs: Batman do Futuro (pura nostalgia, sou obcecado pela série animada) e Os Novos Titãs, que acabei comprando mais para conhecer esses traços, pois não sigo os volumes à risca (porém, está nos planos).




E vocês, o que possuem aí em leitura pendente? Torçam para que eu dê conta de tudo! :P
Que tenhamos um ótimo final de semana repleto de livros!

Beijos de até a próxima! 
Me sigam no instagram para mais fotos literárias: @delson_neto 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Resenha (28/150): Assovie Que Virei - Histórias de Fantasmas, de M.R James (Editora Penalux)



Sinopse: Com um poder quase diabólico para invocar sutilmente o horror em meio ao cotidiano e ao prosaico da vida, M. R. James sobrassai-se como um dos melhores autores da literatura sobrenatural, graças a seu método e estilo distintos, que por certo, servirão de modelo para outros escritores inclinados ao terror.
Esse pequeno livro é algo como uma conversa entre amigos numa noite de tempestade: enquanto relâmpagos e trovões explodem lá fora, as histórias vão se sucedendo com aparente descompromisso mas, entre um relâmpago e outro trovão, se insinua um misterioso perseguidor encapuzado, um poço que contém terríveis segredos, uma inocente cama de hospedaria cujo lençol é capaz de indizíveis horrores. A conversa entre amigos se torna tensa e eles só não fogem porque o Desconhecido já os agarrou antes mesmo que se dessem conta.

Quem conhece meu gosto literário sabe que histórias de fantasmas, espíritos e demônios sempre conseguem prender minha atenção. Nunca havia lido nada do autor M.R. James e muito menos alguma citação sobre ele. Ao receber o livro da Editora Penalux, fiquei surpreso ao conferir que os contos do autor, se comparam ao grande mestre H.P Lovecraft. Não é exagero algum essa comparação, pois os enredos são bem embasados e com um desenvolvimento digno de um filme de terror.

“Assovie que Virei – Histórias de Fantasmas” reúne cinco contos do autor, escolhidos entre dezenas de outros que M.R James publicou. No primeiro conto, intitulado: Corações Perdidos, onde conhecemos um garoto, que ficando órfão, é recebido por um primo solteirão em uma assustadora mansão. No meio de uma noite, ele começa a ter visões de das crianças que guardam um terrível segredo, que pode custar a sua vida.

No segundo conto, O Freixo, uma grande e misteriosa árvore pode esconder a causa da morte de um de seus donos. Mas o que ela esconde, pode ser mais terrível do que você imagina. Em O Conde Magnus, terceiro conto da antologia, o autor nos mostra como a curiosidade pode ser mortal algumas vezes, quando um viajante resolve remexer no passado e em histórias de seres desconhecidos.

O quarto conto, O Poço dos Gemidos, nos mostra o jovem Stanley desafiando o aviso de todos para não se aproximar de um antigo poço que esconde um terrível e mortal mistério. Ao se aproximar, levando consigo outros, a morte já o estava esperando.

No quinto e último conto, que dá nome ao livro, um apito encontrado no meio de destroços de uma antiga construção, chama um grande e terrível mal para a vida do personagem Parkins. Seria um espírito ou um demônio aquele ser que começava a visitar seus aposentos após utilizar o misterioso apito?

O livro, traduzido por Chico Lopes, é uma grande referência ao terror verdadeiro. Aquelas histórias que nos arrancam arrepios e sustos. Trazendo este clássico para o Brasil, a Editora Penalux mostra seu interesse em buscar sempre a melhor qualidade para seus leitores. A diagramação está mais uma vez impecável e sem erros de revisão.

Mas cuidado, não leia o livro sozinho e no escuro.  

Resenha (27/150): Por Quê, Pai? de Paul Law (Por Salvattore) #EuLeioBrasil

Sinopse: Até onde uma escolha pode levar uma pessoa? À felicidade, ao remorso, à loucura ou à destruição? Denis Ferreira é um advogado falido. Deprimido, afunda-se no álcool. Ao reencontrar Julieta, sua filha, revive momentos terríveis. Ela o coloca contra a parede em busca de respostas; tem ânsia por saber quais motivos justificariam aquela decisão capaz de mudar a vida de toda a família.


E se você tivesse que fazer a pior escolha de sua vida? E se a vida de suas filhas estivesse em suas mãos? “Por quê, Pai?” do autor Paul Law, publicado pela Editora Penalux, conseguirá te fazer repensar as suas atitudes e escolhas. Prepare-se para se surpreender do inicio ao fim.

No livro conhecemos Denis, um pai que teve que fazer uma terrível escolha e que mudaria completamente a sua vida. A cada capitulo o autor surpreende seu leitor com informações que passam despercebidas ao longo da leitura. A emoção ocorre na sua forma mais intensa com personagens que se destacam pelo seu desenvolvimento e criação. Além de Denis, conhecemos os pensamentos e devaneios de outros personagens que conseguirão te surpreender a cada capitulo.


Em “Por quê, Pai?”, Paul Law consegue criar um enredo cheio de nós que são desatados a medida que adentramos a leitura e a medida que conhecemos os mais íntimos sentimentos de Denis, o pai que teve que fazer uma escolha que mudou completamente sua vida. Mas não se espante se tudo não for como você pensou que seria. Não se espante se em determinado momento a história der uma guinada que te fará chorar e enraivecer  ao perceber que história tinha muito mais que contar do que aquilo que imaginaste.


Narrado em primeira pessoa por Denis, o autor consegue fazer o leitor adentrar dentro da mente de um personagem que sofre com uma grande culpa e aflição. Publicado pela Editora Penalux, em folhas amareladas e bem trabalhadas, o livro vai encantar o leitor a partir do primeiro capitulo. Sendo dividido em duas partes, “Por quê, Pai?” mostra a relação complicada entre pai e filha, além de tocar no tema da esquizofrenia , doença pela qual um dos personagens sofre.


“Por quê, Pai?” foi feito para você leitor, que busca uma história que te surpreenda do inicio ao fim. 

domingo, 21 de maio de 2017

Casos&Acasos por Suellen Mendes: Sedução nas Águas (Final)

Olá, meus amores do STC!
Como vocês estão? Hoje irei postar aqui na página o terceiro capítulo de Sedução nas Águas. Espero que vocês estejam gostando de conhecer está releitura da lenda do boto. Uma das lendas mais famosas da região norte brasileira.

Quero aproveitar a oportunidade para lhes fazer dois convites. O primeiro é para que conheçam o meu romance Perdida em seu Coração,o qual foi publicado ontem na Amazon pela Editora Independente. Nessa ocasião a Editora preparou uma maravilhosa e ousada promoção para o lançamento simultâneo de Perdida em seu Coração e Aurora Sob as Estrelas da minha queridíssima amiga Mai Passos. Então não deixe de conferir, ok? Tá valendo um número para o sorteio de um aparelho Kindle.

E o meu segundo convite é especial para a galera de São Paulo, ou para aqueles que estejam visitando essa maravilhosa cidade no dia 7 de maio.Nessa ocasião, estará acontecendo o evento de lançamento da Antologia “Além da Terra, Além do Céu”, da Chiado Editora, às 11h, no Teatro Gazeta, e eu estarei presente devido à minha participação na referidaAntologia com o poema “Antítese da Alma”. Seria um prazer poder encontrá-lo por lá.




Sedução nas águas – Um novo ser
Parte 3 ( Por Suellen Mendes)

Consequências e muita confusão foi tudo o que encontrei após aquela noite. A noite em que fui seduzida e arrebatada por aquele ser místico e fascinante. Desde minha infância o boto me salvara, desde que o vi pela primeira vez, quando perdi a minha mãe, eu me reconheci refletida nele. E talvez seja por isso que o fato de estar esperando o seu filho não me assusta. Apesar de toda a loucura e improbabilidade de algo assim acontecer, eu realmente estou grávida do boto.

- Michele! Taí?

- Sim,vózinha!

- Tu não quer comer? Fiz um tucunaré que tá de lamber os beiço!

- Quero não, vó! Tô sem fome!

- Mas tu precisa comer! Como acha que vai sustentar esse moleque se não se alimentar direito? – eu queria lhe dizer que não conseguiria comer nem se tentasse, mas o fato é que não podia contrariá-la. De todos em minha casa, minha Vó Antônia foi a única a me dar apoio incondicional.

- Tá bem, vovó! Vou fazer o que a senhora quer.

Ao chegar na cozinha tive que lidar com o olhar atravessado de tio Zé. Ele, definitivamente, não havia engolido a história que Paulo lhe contara: que eu havia sido seduzida pelo boto.

- Isso é uma vergonha, Michele! Quero saber quando pretende contar quem é o verdadeiro pai desse moleque!

- Já disse a verdade, tio! Se quiser o senhor acredita, senão não posso fazer nada.

- Isso é jeito de falar, menina?! – levantou-se me repreendendo e segurando o meu braço.

- Pai, já chega! – Paulo se intrometeu. – Eu sei o que vi! Michele diz a verdade!

- Toda essa história parece muito fantasiosa, Paulo! O boto ter engravidado a tua prima e tu ser testemunhar sem fazer nada!

Ai, já dava para imaginar o que vinha a seguir.

- Por favor, tio! Nem comece com tuas insinuações! Já disse que o Paulo não fez nada! Não é ele o pai dessa criança! – falei ao tocar minha barriga de sete meses.

- Zé, já chega! – vovó o repreendeu, mas não fiquei para lhe ouvir. Deixei todos para trás e caminhei até o rio.

Assim que vi as águas claras ondulando, senti um enorme desejo de adentra-las. Caminhei até o rio e o senti abraçar com seu frescor primeiramente meus pés, depois minhas pernas e, por fim, o meu ventre. Eu finalmente estava em casa!

Submergi as águas do rio e me permitir ser parte daquele lugar. Sem que nem mesmo percebesse, senti algo dando voltas a meu redor. Como em uma dança alegre e festiva. Meu boto saudava a mim e ao nosso filho. Toquei-lhe o nariz e aproximei o meu rosto do seu.

- Senti saudade! Você sumiu!

Com um barulho que me pareceu um pedido de desculpas, perdoei-o e me permiti brincar com ele antes de retornar à casa de vovó.

Já era tarde da noite quando uma forte dor em meu ventre me despertou.

- Qué isso, Meu Deus?!

Não querendo acordar nenhum de meus parentes e temendo o que podia acontecer, corri atrapalhadamente para o único local em que me sentia segura: o rio.

Quando finalmente mergulhei em suas águas, me permiti gritar. Meus urros eram estridentes e causavam desconforto até mesmo a mim.

- Deeeeus! Me ajudaaaa!

De repente a água estremeceu ao meu redor e um novo clarão iluminou o céu. Imediatamente a forma humana do meu boto apareceu. Ele se posicionou atrás de mim e com as duas mãos espalmadas sobre o meu ventre eu me permiti ser acalentada por ele. Aos poucos as dores foram cessando e, milagrosamente,comecei a me acalmar. Era tudo mágico nessa relação, o conforto e a segurança que ele me transmitia faziam-me passar por tudo aquilo sem medo ou desconforto.

O boto-homem beijou-me à testa. E naturalmente meu corpo se expandiu, adequando-se a passagem de nosso filho. Com o corpo reencostado no dele,observei-o receber nossa criança em seus braços. Era uma menina.Uma linda menina-sereia. Com calda em escamas azul e roxa, contrastando com a pele rosada. Os dedos das mãos eram perfeitos e ao abrir seus olhos pude ver duas safiras me encarando. Fiquei mais encantada do que assustada, e aproximei-a de mim retirando-a da água. Ao chegarem à superfície, seus pés surgiram e pude ver que minha filha era uma criança perfeita e especial. Uma verdadeira maravilha da natureza e um milagre de Deus.

- Yara! – ouvi-o pela primeira vez falar.

- Como a mãe d’água? – perguntei encarando-lhe.

Ele, tocando-me o rosto, aproximou-se e depositou um beijo em meus lábios. Ainda com os meus olhos ainda fechados, ouvi-o dizer:

- A beleza das águas!

Sim. Ela de fato o era.

- Me diga: qual o teu nome? – supliquei.

- Acir.

- Dolorido? Magoado? – perguntei sem entender por que ele teria um nome como esse. – Por que te deram esse nome?

Ele simplesmente olhou para baixo sem conseguir me encarar.

- Você conheceu o seu pai? – questionei novamente.

- Conheci.

- Ele ainda está vivo? – Recebi uma negativa – Ele era um boto? – Uma afirmativa – E a sua mãe? Ela te criou? – Outra negativa.

Abracei minha menina com força em meus braços. – Tu vais tirar ela de mim?

- Só se você não a quiser. – pude sentir o quanto lhe doía dizer aquilo.

- Eu a quero. – e sem compreender direito o motivo, confessei: - E a ti também.

Ele parecia surpreso, mas não liguei, apenas me aproximei mais.

- Não quero que nos deixe.

- Não quero deixar.

Sorri. Tudo iria ficar bem. Eu tinha a nossa filha. Nossa pequena Yara. Perfeita e bela filha das águas. Ainda não sabia o que seria dela, mas eu a queria comigo e a ajudaria a passar por tudo o que viesse em seu caminho.

Passei a noite na companhia de Acir e o observei com nossa filha. Descobri que poderíamos nos ver durante a lua cheia enquanto ele fosse homem, mas ele me prometeu não se afastar. Disse-me que mesmo nos outros dias viria, sob a forma do boto, pois queria acompanhar cada dia de nossa pequena sereia.

 


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Tips & Tricks, por Delson Neto - A Chave da Divulgação



Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?


Essa semana fui convidado pela autora Letícia Godoy para dar uma entrevista em seu grupo do Facebook – o “Escrevinhando” onde pude comentar um pouquinho sobre a minha experiência (que é pouca, mas de vez em quando funciona!) com divulgação de autores e obras nas redes sociais.

Então se você é leitor, blogueiro, ou escritor – quem sabe os três, como no meu caso – chega mais!









O primeiro passo para entrar de cabeça nesse mundo de criar suas autopromoções, divulgações e afins é: estudo. Sim! Mas não falo aqui de um estudo extremamente técnico sobre as ferramentas digitais, lógico, isso junto te agrega muito mais – só que a maioria de nós, como autores, somos marinheiros de primeira viagem quando se trata de mexer em imagens, pensar em posts e coisas que estão a anos luz do nosso alcance. Esse tipo de estudo acontece através de algo muito básico, que se trata da experimentação em si: ao entrar em uma rede social para utilizá-la ao seu favor, você tem que experimentar tudo que ela te oferece! Veja o que o público dela gosta, realize testes, haja como se estivesse em um grande laboratório!





Por exemplo, o Instagram é uma rede social com um público muito específico e cheia de possibilidades. Experimentando, você consegue cativar alguns leitores, ou criar uma rede nova de interações. O segredo dele mora na linha de criação que você quer usar – será um perfil pessoal, profissional ou focado apenas no seu blog/livro? Há várias linguagens para cada um desses setores. Por exemplo, se você quer juntar o profissional ao pessoal, as imagens têm que seguir a mesma “regra”. Parece besteira, mas os usuários do instagram são exigentes. A rede surgiu para fotógrafos, inicialmente, então manter um feed esteticamente agradável é um bom chamariz, então a partir disso nós aprendemos uma linha de edição de imagem a ser seguida, efeitos e afins: é sempre bom lembrar para não exagerar na utilização desses recursos.

 Instagram da youtuber e escritora parceira do meu livro, a Mariana Teixeira
Ela trabalha muito bem essa questão visual no feed dela, vale a pena conferir!

 

Já se é um perfil voltado apenas para o livro em si, sem nada pessoal, as coisas são menos restritas, o que importa aqui é você ter pleno controle da identidade visual da sua obra, porém, comentarei só sobre isso em outra sexta-feira, pois é um assunto longo! Como exemplo, o instagram da minha saga Os Guerreiros de Alquemena passou por mudanças recentes, agora, todas as fotos são uma imagem só que é montada ao longo dos meses a partir de um mosaico que preparei! Para chamariz de likes e seguidores, não funciona tão bem, mas é maravilhoso para deixar o leitor imerso na história! ;)



Deem uma olhadinha! Esse é só um pedacinho :D



O Facebook é também um desafio e tanto a parte. Veja, é a rede com a maior parte dos usuários da internet, o que por si só cria diferentes nichos dentro do próprio site – manjam de “A Origem” (Inception)? É tipo isso, uma realidade dentro da outra. Então para você divulgar o seu trabalho dentro do Facebook tem que saber exatamente em qual nicho quer entrar primeiro, pois eventualmente ele te levará a outros e também a novos públicos. Na minha opinião, é a rede menos prática e sem muitos macetes na hora de divulgar nossos trabalhos, mas é a com maior alcance. 95% dos leitores que podem ser conquistados de forma mais fácil é por ali: nos grupos, na linha do tempo, criando páginas específicas para seu livro ou blog.



A partir da criação de posts diferentes, com bom uso de texto e fotos, montagens, etc, você consegue inseri-los em grupos específicos para literatura. Como usuário do Wattpad e também da Amazon, foi assim que aos poucos comecei a formar leitores assíduos. Tem muita gente no Facebook disposta a conhecer trabalhos novos, mas, ao mesmo tempo, não podemos deixar o trabalho cair ao ver esse ambiente mais propício a um alcance diferenciado. Todo dia é um desafio entendendo quais divulgações funcionam ou não.





Capas de ''Os Guerreiros de Alquemena'' e de ''Shura'' no Facebook



Vale lembrar que: tanto no Facebook, como no Insta, devemos prestar muita atenção em um fator importante. Eles são veículos que conduzem o leitor ao nosso trabalho, não o representam em essência, apenas uma projeção dele – o que apresenta, o que há por trás da história. Logo, os recursos usados devem ser chamativos, mas nunca devem entregar totalmente o produto final. Devemos pensar em tudo como pequenas pistas que levam ao tesouro escondido.






Falando em conduzir, é bom pensarmos no uso das tags. O Twitter é onde elas nasceram com maior força, devido ao ritmo acelerado e fluidez de notícias e contatos de lá, contudo, aos poucos as famosas # migraram para cada canto do mundo virtual. Hoje, funcionam como o pão na fábula do João e Maria – pequenas migalhas que são pegas ao longo do trajeto, até que encontrem a casa de doces da bruxa. Você deixa uma tag #livros e chama público interessado nisso. Quanto mais específico for o público, mais específica será a tag e mais você conseguirá filtrar quem tem interesse nas suas produções.

Há lá seus jeitos de usar as tags. Pesquisar quais são mais eficazes ou não é interessante. No instagram elas costumam funcionar melhor do que no Facebook – mas nessa última, torna-se uma ferramenta muito útil para pesquisa de usuários e para seu próprio controle de postagens.







Se há uma chave ou não para a divulgação? Bem, acredito que, com essas pinceladas bem básicas acerca de como você deve estar preparado para essa parte intensa do processo, conseguimos sacar algo logo de cara: sua principal arma aqui é a capacidade de observação. Observar o mundo, experimentar, entender o que acontece. Para isso não é preciso ter medo. “Quem arrisca não petisca” é uma grande verdade aqui. Temos a internet em mãos, uma infinidade de programas disponíveis para download, estamos o tempo todo conectados passando por informações. Em vez de só rolarmos a tela da timeline para baixo, vamos começar a absorver o que há de positivo em sua estrutura. Atenção aos detalhes é fundamental. E assim, aos poucos, aprendemos mais não só sobre formas de ampliar nosso trabalho, como passamos a entendê-lo como um todo.


Espero que tenham gostado!

Até a próxima :D